Soeiro Pereira Gomes

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Joaquim Soeiro Pereira Gomes nasceu em 1909, em Gestaçô, concelho de Baião, distrito do Porto.

Viveu em Espinho, dos 6 aos 10 anos de idade, onde recebeu a instrução primária e onde passou o Verão nos primeiros anos da sua vida.

Sendo filho de agricultores decidiu estudar na Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra, onde tirou o curso de Regente Agrícola, e, quando finalizou os estudos, viajou para Angola em 1930, trabalhando na Companhia do Catumbela , onde trabalhou por mais de um ano, regressando a Portugal em 1931, descontente com as condições de trabalho naquela província.

Quando regressou a Portugal, casou-se com a compositora Manuela Câncio Reis. Aos 22 anos fixou-se em Alhandra, onde vivia o seu sogro, como empregado administrativo na fábrica de Cimentos Tejo, onde começou a desenvolver um trabalho de dinamização cultural entre o operariado, organizando e dirigindo cursos de ginástica, colaborando na montagem de bibliotecas particulares, realizando conferências sobre temas culturais e desportivos e contribuindo largamente para a construção de uma piscina popular, em cuja obra trabalhou como operário.

Mas foi o seu trabalho como escritor que o tornou conhecido, sendo considerado um nome grande do realismo socialista em Portugal. Em 1939, começou a publicar escritos seus no jornal «O Diabo», à época uma publicação progressista que constrastava no panorama cinzento das publicações censuradas pelo fascismo.

Entre os seus trabalhos conta-se a obra Esteiros, escrita em 1940, publicada em Novembro de 1941, considerada a sua obra-prima, ilustrada, na sua primeira edição, por Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP, e dedicada «aos filhos dos homens que nunca foram meninos». É uma obra de profunda denúncia da injustiça e da miséria social, que conta a história de um grupo de crianças que desde cedo abandona a escola para trabalhar numa fábrica de tijolos.

Sabe-se que, em 1944,, terminou a redacção de Engrenagem. Devido à condição de militante comunista, Soeiro passa à clandestinidade em 1945 para evitar a repressão do regime de Salazar e continua a desenvolver o seu trabalho militante. Grande fumador acaba por ser vitima de cancro pulmonar (e não de tuberculose), agravado pelas dificuldades da vida clandestina. Impedido, pela clandestinidade, de receber o tratamento médico que necessitava faleceu a 5 de Dezembro de 1949, em Lisboa. Encontra-se sepultado em Espinho, terra que o acolheu durante a infância. Da sua sepultura consta o seguinte epitáfio "A TUA LUTA FOI DÁDIVA TOTAL".

As obras de Soeiro Pereira Gomes estão reunidas no volume 'Obras Completas'.

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